Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

A DIFERENÇA ENTRE O DISCÍPULO E O SEGUIDOR OCULTO


Outro dia meu filho Ciro e eu conversávamos sobre Judas, Nicodemos, José de Arimatéia e outras figuras do Evangelho.

Ele me disse: “É impressionante como as pessoas querem tudo, menos o que Jesus disse que queria de nós. Querem ser Mestres, Pastores, Levitas, Reverendos, etc... Só não querem ser discípulos”.

Então minha mente foi para uma quantidade enorme de cenas dos evangelhos nas quais Jesus estava cercado de admiradores e papagaios de piratas.

O próximo passo foi pensar na diferença entre um verdadeiro discípulo e o admirador distante, ou mesmo o admirador próximo.

De fato, como nos evangelhos, Jesus continua cheio de admiradores, porém com bem poucos discípulos.

Nada estranho. Afinal, Ele mesmo disse que Seus seguidores seriam apenas “um pequenino rebanho”.

Quero pensar hoje em apenas dois admiradores de Jesus que se posicionam em pólos extremos da admiração. O primeiro é Judas. O outro é Nicodemos.

Quem tem uma visão mínima da realidade humana sabe que uma pessoa como Jesus não passaria pela Terra sem muitos admiradores. Judas está nessa categoria. Eu simplesmente não consigo ver Judas senão como um admirador frustrado. Em minha opinião, sua traição foi uma cartada final para ver se não estava enganado. De fato, penso, ele queria “forçar” Jesus a assumir Seu messiado. Creio que o que passou pela cabeça dele foi que se Jesus fosse pressionado “até a morte”, Ele faria o que um dos ladrões que morreram ao Seu lado sugeriu com escárnio, ou seja: desceria da Cruz e salvaria a Si mesmo e ao povo.

Assim, Judas vai de admirador a traidor...

Ora, suas intenções não mudam o fato de que ele traiu Jesus, sendo, por isso, designado como “o filho da perdição”.

Eu já disse neste site — está escrito aqui, em algum lugar — o que eu penso acerca da expressão “o filho da perdição” e falei de como creio que ela designa um papel, não um destino eterno.

Bem, é o que penso.

A linha entre a admiração e a traição é muito fina, e eu mesmo a conheço como fato-relacional em minha existência cheia de admiradores que se tornaram um dia traidores da amizade. E a maioria deles com motivos muito “nobres”, mas que não invalidaram o gesto de “entrega” ou “abandono”...

Judas não precisava de trinta moedas. Era muito pouco para tudo o que estava implicado.

Penso que a traição foi sua estratégia desastrosa de “forçação de barra” que voltou como um bumerangue sobre a cara dele.

Ninguém manipula Jesus nem o força a nada.

“A minha vida ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou” — diz Ele a quem quer que pretenda usá-lO para outros fins.

Esta é a verdade: aqueles que são admiradores, quando a pressão e o perigo surgem, passam para o lado dos traidores.

O admirador gosta de andar junto enquanto é bom e agradável. Mas quando o “bicho pega”, ele sempre pula fora.

No caso de Judas, eu penso que se tratava de uma admiração que supunha ver um Messias que poderia ser posto a serviço de uma causa: a sua própria. E como Jesus não se utilizava de tudo o que tinha nas mãos para realizar o sonho de Judas — a libertação política de Israel —, ele simplesmente jogou sua “última cartada”—e perdeu.

Jesus jamais seria seqüestrado pelas boas ou más intenções de qualquer admirador ou mesmo de qualquer discípulo.

Ao discípulo que tentou evitar a Cruz Ele disse: “Arreda, Satanás”.

Ora, o que poderia Ele dizer de um admirador que O estivesse tentando manipular senão a terrível afirmação “um de vós é diabo”?

Diante de Jesus, todo admirador ficará frustrado.

Jesus não muda Seu curso por causa de conveniência de nenhuma ordem. É assim que uma “boa intenção” vira perdição. Nenhuma boa intenção seqüestra a Verdade.

O segundo caso é o de Nicodemos.

Não há como negar que Nicodemos gostava muito de Jesus, e que o admirava de verdade. Só não tinha era coragem de jogar tudo para o alto e segui-lO.

Nicodemos até botou certas coisas em risco para falar em favor de Jesus. Mas uma vez que a inclinação da maioria se estabeleceu, ele silenciou, e conformou-se em fazer bem a Jesus morto.

O que parecia era que Nicodemos pensava que por ele ser importante e estratégico em sua posição de Mestre e de membro do Sinédrio judaico, Jesus faria alguma concessão especial a ele. Mas Jesus não reconhecia admiração que não viesse como surpresa da fé. “Oh, mulher! Grande é a tua fé” — disse Ele acerca da sírio-fenícia. “Nunca vi fé como esta!” — disse Ele acerca do centurião romano que cria sem reservas em Sua Palavra.

Quanto ao mais, coisas como posições, conhecimentos, poderes, oportunidades, reputação, aparência — jamais o impressionaram.

Afinal, João diz: “Ele não se confiava a ninguém, pois bem conhecia a natureza humana”.

Ora, essa não-impressionabilidade de Jesus era o que mais irritava a todos os que tentavam seduzi-lO de alguma forma.

Um homem não impressionável sempre corre grandes ricos!

Nicodemos queria uma concessão, um tratamento diferenciado, um discipulado invisível na Terra e um lugar garantido no céu por ter sido um prestador de serviços secretos no chão do mundo, escondido em baixo das túnicas das falsas importâncias.

“Ora, Nicodemos era seguidor, ainda que ocultamente” — diz dele o evangelho de João.

O interessante é que essa é uma observação tardia, feita por João muitos anos depois; e quem sabe tenha sido feita em honra de alguma outra coisa que não sabemos.

O que sabemos é que Nicodemos era mestre em Israel, mas não compreendia o Evangelho. Ele era capaz de dizer coisas boas e bonitas sobre Jesus; era capaz de dizer: “Isto não é justo. Nossa Lei não procede assim. Não se pode julgar um homem sem antes ouvi-lo.” Mas era só até aí que ele ia...

Quem sabe, à semelhança de Judas, o próprio Nicodemos esperasse que Jesus impressionasse o Sinédrio, e, assim, haveria de ser aceito.

Ora, se isso acontecesse, o próprio Nicodemos seria o maior beneficiado. Mas Jesus não atendeu às expectativas dele assim como também frustrou as de Judas.

Admiradores sempre têm “agendas ocultas”, mas nunca são capazes de dar a cara para bater... Para apanhar mesmo... E nem querem para si o vexame de sair correndo.

O admirador premedita. O discípulo medita depois, ainda que chorando amargamente.

Admiradores se embevecem diante do objeto que os fascina, mas não se rendem à fascinação como Verdade a ser seguida não importando as conseqüências.

Admiradores podem até saber muita coisa e podem ser capazes de grandes afirmações — às ocultas, à noite, etc. —, mas de fato se resguardam da Verdade, e temem pelo meio-dia, quando se tem que tomar a decisão à vista de todos.

Assim, o admirador pode até recitar palavras de verdade, mas jamais será mudado por ela — pela Verdade.

O admirador quer “ficar bem”, mas não quer nascer de novo!

Se a proposta de discipulado de Jesus fosse como a da “igreja”, então certamente Nicodemos seria Deão de Seminário. Mas não era assim com Jesus. Nicodemos poderia até ser Deão de Seminário, mas jamais poderia ser discípulo de Jesus.

Ser “Mestre em Israel” é tarefa fácil, e bem cabe aos medíocres; pois tal mediocridade acontece no espírito, não necessariamente no intelecto.

Nicodemos, entre nós, serviria para tudo. Na “igreja” seu presbiterato estaria garantido.

Ele só não serve é para ser discípulo de Jesus...

O discípulo pode até fugir da raia, pode até negar, pode até se esconder, pode até correr nu pra se safar...

Mas o discípulo não tem mais para onde ir.

Aí está a diferença.

O admirador sempre tem para onde ir, e sempre se defende dizendo que tem muito a perder.

O discípulo, todavia, quando corre, não o faz porque antes fez “contas” e concluiu pela vantagem da fuga. Não! O discípulo foge apenas porque é humano, porque se assusta, porque precisa aprender quem é o Mestre... E muitas vezes isso só acontece na escuridão da noite da fuga e do medo.

O discípulo não tem mais para onde correr... Mesmo quando corre de medo... Visto que está no Caminho.

Assim, o discípulo foge para dentro. O Admirador corre para fora. O discípulo se assusta. O admirador não se assusta, apenas trata de se precaver.

Para o discípulo o Mestre é tudo, mesmo quando ele se vê como um Nada. Já o admirador vê no Mestre uma oportunidade, e nada além disso. Se tal oportunidade puder ser aproveitada, ótimo. Mas se não for possível, na melhor das hipóteses o admirador serve ao Mestre Morto; até carrega o seu cadáver, mas jamais corre o RISCO de morrer junto...

O sinal de perigo para o admirador acontece quando alguém importante e com poder pergunta: “Porventura és um deles?” Nessa hora o admirador cala-se.

O discípulo pode negar, praguejar, dizer “não sou”, mas jamais crerá em si mesmo... Daí o sair para chorar amargamente na escuridão da noite das angústias.

Assim, temos duas figuras ilustrativas do que seja um admirador, mas que não é discípulo.

Os Judas da “igreja” são aqueles que dela se aproveitam politicamente. Os Nicodemos da “igreja” são os que vêem conveniência no serviço prestado a ela, visto nela não se corre real perigo. Afinal, se "o bicho pegar", todo mundo “confessa para dentro”, dizendo: “Jesus, não pensei que fosse chegar a tanto”. E tal perigo justifica a própria negação.

Bem, não sei por que escrevi isto. Estava vendo uma luta livre e isto explodiu em mim como uma compulsão. Apenas escrevi. Se for útil a alguém, que o seja ainda em tempo.

Caio

Copacabana
Escrito em 2005

Continue lendo...

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

O HOMEM É SEMENTE...



Ninguém foi mais claro e simples do que Jesus quanto a definir as conseqüências que advém de todas as expressões do homem no mundo.
Cada um será julgado pelo que foi. Sim, antes de tudo cada um de nós será julgado pelo que é..., muito mais do que em razão do que se faça.
Esta é a razão pela qual muitos que não fizeram nada de errado serão julgados negativamente, não em razão do que fizeram, mas sim de quem foram, puderam e tiveram..., e, portanto, pelo que podendo..., deixaram de fazer de bom.
Na Parábola das Ovelhas e Cabritos [Mt 25] Jesus nos ensina que a omissão é homicida e atraidora de grave juízo de Deus.
Não é preciso que se faça algo errado... Basta que não se faça nada... e tudo já está errado... Sim, pois até o não fazer, o se omitir, indica quem somos...
Na realidade o que o Evangelho ensina é que não é possível existir sem semear sementes de vida ou morte...
Somos semeadores sempre...
Nosso existir semeia sementes o tempo todo, seja por palavras, pensamentos, sentimentos, atitudes, juízos, ações ou omissões.
Não é possível existir sem semear!
Existir é semear...
Por isto não existe uma existência neutra, como se fosse uma Suíça existencial. Quem existe, semeia...
É por isto que somos advertidos que seremos sempre conhecidos pelo fruto de nossa vida, pois, eu semeio o que tenho no coração.
Mangueiras não dão semente de Fruta-Pão ou produzem flor de cactos.
Foi por esta razão que Jesus foi tão insistente no fato que pelos frutos se conhece o homem, assim como pelos frutos se conhece a árvore.
E mais:
Ele nos deu a mais simples forma de discernir a verdade da vida apenas vendo o fruto da vida.
“Podem ser colhidos figos em espinheiros ou uvas em abrolhos?”
O irmão de Jesus, Tiago, pergunta:
“Pode acaso a mesma fonte jorrar o que é doce e o que é amargo?” — seguindo a mesma lógica da vida ensinada por Jesus.
Paulo nos diz que tratar com descaso tal fato do existir é zombar de Deus, é achar que tal Princípio terá na pessoa que brinca com a vida a sua exceção...
“De Deus não se zomba: pois aquilo que o homem semear isso também ceifará”.
Ou seja:
Quem pensa que pode driblar tal Princípio da Vida, que diz que todo existir produz fruto — bom ou mal; e cada um com suas conseqüências, boas ou más — está brincando com Deus, ou em franco e explicito processo de zombaria de Deus como Criador de todos os Princípios da Vida.
Semear intriga e se queixar de receber ódio é zombaria...
Semear desconfiança e não aceitar colher suspeição ou distancia é brincar com Deus.
Semear corrupção, ou inveja, ou maldade e injustiça, e pretender não colher o desprezo que a maioria dá ao invejoso, o ódio que quase todo homem devolve à maldade e à injustiça recebidos, e ainda perguntar a Deus “por que” e se vitimar diante dos homens como um inocente... — é abominável diante de Deus.
O homem recebe espiritualmente da vida o que espiritualmente semeia na vida; assim como se ele plantar uma semente de uma qualidade e natureza específicas em seu pomar, colherá o fruto que corresponde à semente que ele plantou.
E mais:
Tem-se que saber que Deus perdoa as falsas semeaduras de nossa existência, ou as más sementes lançadas pelo nosso existir, ou mesmo os equívocos de nossas ações, mas, mesmo assim, não nos isenta conhecermos as conseqüências de nossa semeadura existencial e comportamental.
O “malfeitor perdoado” ao lado de Jesus na Cruz foi para o Paraíso, mas colheu todas as conseqüências que sua semeadura humana produziu no mundo.
Aliás, a primeira luz que nele brilhou como ação da Graça de Deus em sua consciência foi compreender que aquilo que o homem semeia ele mesmo ceifa — posto que dissesse: “... nós estamos recebendo o pagamento justo que os nossos atos merecem”.
Você anda por aí cheio de raiva, de cobiça, de amargura, de antipatia, de luxuria, de inveja, de maquinação, de ocultação, de omissão, de manipulação, de mentira, de infidelidade, de ciúmes, de intrigas, de mesquinharia, de intransigência, de desamor, e, depois, espera o quê?
Espera ser amado, querido, respeitado, tratado com dignidade, abraçado com sinceridade?
Sim, espera ficar amigo de Deus, dos anjos e dos homens bons?
Já vivi o suficiente para saber que tudo tem as suas conseqüências.
Sim, podemos até prová-las [as conseqüências] de modo já perdoado, como aconteceu com Davi, mas, mesmo assim, estaremos perdoadamente tendo que viver com as conseqüências do que plantamos.
É também por esta razão que a Sabedoria diz:
“Alegra-te jovem na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias de tua mocidade; anda pelos caminhos e satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos... Sabe, porém, que de todas essas coisas Deus te pedirá conta”.
Ao assim dizer a sabedoria ensina que o homem tem que escolher sempre, e que até as escolhas da juventude mais tenra têm suas conseqüências.
Daí a Sabedoria mandar viver até mesmo nos anos da “irresponsabilidade” — quando “love, then, is something easy to play” — com alegria consciente, pois, mesmo na alegria tola se está semeando algo sempre, e que sempre voltará para nós, não porque Deus o traga, mas apenas porque o semeador e a semente sempre se encontram na vida, posto que na existência o semeador e a semente sempre tenham a mesma natureza e qualidade de ser e existir.
Assim, é preciso realmente saber que tudo o que dizemos, fazemos, pensamos e imaginamos, nós irradiamos...
Sim, até quando nos omitimos e cruzamos os braços...
Outra coisa a se saber é que assim como semeamos em outros, também em nós outros semeiam.
Na realidade existe a semente em mim, no mínimo ambivalente; todavia, com tendência natural a tornar-se apenas mato ou espinheiro.
Entretanto, além disso, outros também semeiam em meu ser desde sempre. São heranças culturais, são influencias na infância, são amizades na adolescência, são traumas familiares, são impressões deixadas por pessoas que passam pela nossa vida..., além das sementes invisíveis das forças e poderes do ambiente espiritual que nos cerca.
No entanto, não se deve culpar os que semearam coisas ruins em nós, pois, culpá-los não salva a ninguém, muito pelo contrário; visto que na maioria das vezes os que assim fazem transferem para outros a responsabilidade..., jamais se curam em relação ao que neles foi semeado como mal.
Eu sou o responsável pelo que semeio e por não deixar que o que foi semeado de ruim em mim... se torne a minha própria semente na vida!
Afinal, é assim que é; pois, tribulação, dor, corrupção e morte vêm sobre a alma de todo homem que semeia o mal; assim como glória, honra, incorruptibilidade e vida eterna brotam como fruto normal na vida de todo homem que busca e faz o que é bom.
Duvidar disso e não atentar para tal realidade imbatível da existência, é como enforcar-se para dormir, esperando acordar um pouco mais descansado...

Nele, em Quem aprendo que aquilo que se semeia, se colhe, mesmo que o perdão nos tenha sido concedido pelo Pai,

Caio
8 de julho de 2009
Manaus
AM
www.caiofabio.com
www.vemevetv.com.br

Continue lendo...

Entendes o que lês? - No canal Papo de Graça



Este e-mail é uma ::Newsletter:: da VEM&VÊ TV. E se não conseguir visualizar corretamente o conteúdo desta mensagem, acesse aqui.

Veja aqui a grade Siga-nos... Contato O canal é você!

***


A ::VEM&VÊ TV:: respeita a sua privacidade e é contra o SPAM na rede. Para garantir que nossos comunicados cheguem em sua caixa de entrada, adicione o email suporte@vemevetv.com.br ao seu catálogo de endereços. ATENÇÃO: Esta mensagem não é considerada SPAM, pois o remetente está identificado, o conteúdo está claramente descrito e a opção de exclusão da distribuição está explicada. Se por algum acaso o seu nome está incluído em nosso mailing por erro ou gostaria de ser removido desta lista, por favor, clique aqui!


Continue lendo...

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

ENCONTRO NO RIO 2009 - MENSAGENS EM CD E DVD


Queridos amigos e irmãos, Informamos que está disponível em nossa Loja Virtual no http://www.caiofabio.com/, as mensagens em CD e DVD do Encontro das Estações no Rio de Janeiro, realizado em junho de 2009.O KIT é composto de 5 mensagens, sendo: 3 mensagens do Pr Caio, 1 da Adriana e 1 do Marcelo Quintela. Informamos também que está na Loja Virtual, o mais recente lançamento do Pr Caio, o livro "Um só Caminho". Qualquer dúvida, por favor, escreva-nos no atendimento@caiofabio.com e editoraprologos@caiofabio.com.
Com amor e carinho,Equipe http://www.caiofabio.com/

Continue lendo...

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

COMO É SER DISCÍPULO DE JESUS?




Já estão disponíveis as mensagens sobre o discipulado...

Para ser discípulo de Jesus a pessoa
tem que renunciar o “si-mesmo”.
Ora, isto significa desistir de si mesmo
como “produção” de algo que comova Deus.

Gente querida, paz e bem!

Já estão disponíveis na VEM&VÊ TV as mensagens do estudo seqüencial sobre o significado prático do caminho do discípulo de Jesus que o Pr. Caio tem ministrado durante os encontros na Tenda do Caminho.

Acesse e assista a série anterior... Basta clicar no canal REUNIÕES COM CAIO.

E toda quarta-feira – às 20h15, você poderá acompanhar a seqüência através da transmissão AO VIVO pela VEM&VÊ TV. Não perca...

Reúna amigos e conhecidos... crie um grupo de participação em torno deste momento. Não deixe de assistir e de participar... É só acessar e ver!

Bjo,

Chico.

Equipe VEM & VÊ TV
http://www.caiofabio.com/

Continue lendo...

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

ONDE ESTÁ A SUA GRATIDÃO?




Texto base Lucas 17:11-19

Um texto bem conhecido de todos nos sobre a cura dos dez leprosos.

Narra a história de dez leprosos, é claro, e seu encontro com Jesus.

O que nos chama a atenção:

1- A prova de fé. Jesus não fez nenhum gesto, não anunciou nenhuma palavra, não estendeu as mãos, mas apenas disse para que eles fossem e se mostrassem aos sacerdotes, e enquanto caminhavam foram curados. Eles obedeceram a voz do Senhor e pela obediência alcançaram a benção.
2- Um dos que foram curados, cheio de gratidão louvou a Deus em alta voz e voltou, prostrando-se com o rosto em terra, muito lhe agradeceu, sendo este samaritano.
3- Os outros nove, judeus, nem deram com as caras.

Assim o amor de Deus está estendido a todos que por meio da fé e obediência a Voz, podendo alcançar suas bênçãos. Não importa quem sejam, judeus ou samaritanos, católicos ou evangélicos, gentios ou eleitos conforme a graça, todos podem ser abençoados por Jesus. Ele faz a chuva cair sobre justos e injustos.

E assim tem acontecido ao longo da vida. Deus sempre tem abençoado o homem e nas mínimas coisas, até mesmo as vezes imperceptíveis. Há livramentos que nem nos damos conta.

Mas essa história nos revela a dureza do coração do homem. Os nove leprosos tiveram seus corpos purificados de sua lepra, mas o coração continuou leproso e ingrato. Apenas um viu o milagre e retornou para agradecer.

A pergunta é: temos nos sidos gratos a Deus pelas bênçãos recebidas, pelo menos as que nos são tão explicitas ou temos deixado o nosso coração se endurecer achando tudo normal? Há quem pense que talvez seja uma obrigação de Deus.

Temos andado em obediência a Voz que nos chamou das trevas para o seu imenso amor?

Jesus demostra ter um interesse todo especial pelos samaritanos. Um povo rejeitado pelo próprio povo judeu, mas aptos para serem agradecidos quando eram agraciados por Deus. Ou seja, os que tinham a promessa foram-se sem deixar que o milagre acontecesse também em seus corações. O único que tinha tudo para ser o maior ingrato, dado toda a carga de desprezo que carregava por ser um samaritano, revelou-se uma pessoa sensível a Deus, agradecendo pela cura e recebendo muito mais do que pedira.

Busquemos nos a cada dia a gratidão a Deus assim como o pão nosso de cada dia. Que não nos esqueçamos de agradecer ao Pai por todas as bênçãos que Ele de forma tão graciosa tem nos dado.

Faça isso um exercício, não mecânico, mas sim fruto do reconhecimento em gratidão do amor de Deus por sua e por nossas vidas. Comece agradecendo por tão grande salvação ao qual não podemos ignorar.

As vezes depois de tanto tempo doentes, como os leprosos, podemos perder a sensibilidade da gratidão. Sejamos gratos a Deus, dando graças sempre e em tudo, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para conosco.

Texto inspirado na mensagem de domingo 05/07/ trazida pelo irmão Carlos Clay.

Continue lendo...

Sábado, 4 de Julho de 2009

CUIDADO COM A MAGIA NEGRA DA INGRATIDÃO!

Se sou tão ignorante como sei que sou, então, minha gratidão consciente diante de Deus sempre representa uma fração mínima do que seja o cuidado de Deus para comigo.
Na realidade todas as vezes que agradeço livramentos de Deus para comigo, na mesma gratidão consciente incluo todos os milhares de livramentos reais que nunca percebi.
Para cada livramento que vejo há milhares de livramentos que não vejo e que provavelmente apenas conhecerei na eternidade.
Muitas vezes me sinto como um retardado que agradece ao Pai por cuidados pequenos e interessantes a mim, enquanto tudo o mais é cuidado do Pai, embora eu somente veja os presentinhos ou os livramentos das barras pesadas.
Entretanto, o homem deve ser grato pelo menos pelo que veja...
Assim como somos responsáveis pelo irmão carente que vemos e podemos ajudar... [conforme I João], também somos responsáveis pela alegria em razão dos livramentos que se veja e se reconheça [...], embora a maturidade nos leve depois de um tempo a sermos também gratos pelo que não vemos; visto que aí estão os livramentos em quantidade muito maior.
Por isto todo dia agradeço ao Pai pelo que vejo e também pelo que não enxergo, pois sei que a multidão dos livramentos que recebo são maiores que minha própria ignorância, que é imensa.
Maiores são os livramentos divinos que não vejo do que os que eu percebo.
Quando alguém aprende o tamanho de sua própria ignorância acerca do que esteja acontecendo na vida — de mundos micro-bióticos invasivos e letais, até acidentes fatais que não vemos em razão de termos sido poupados até de enxergá-los —, então, daí em diante, o que não lhe faltará jamais será gratidão no coração, posto que tal consciência saiba que para cada razão consciente de gratidão, há milhares de livramentos invisíveis, que desconhecemos, mas que podemos ter certeza de terem acontecido; pois o mundo que não vejo, para o bem e para o mal, é infinitamente maior do que o mundo que vejo e percebo como real.
É a mesma coisa com o pecado oculto e que coabita com minha ignorância.
Sim, para cada pecado consciente que cometo ou me dou conta de ter cometido, há os milhares de pecados que nem vejo, nem percebo ou nem mesmo discirno... — tamanha é minha ignorância até mesmo acerca do meu pecado e da extensão dele.
Do mesmo modo e talvez em extensão bem maior, é o que acontece em relação ao livramento de Deus, que não somente é maior do que o meu pecado, mas, sobretudo, é infinitamente maior do que a minha percepção da própria Graça que eu recebo sempre.
Portanto, a expressão "andar de joelhos" não é um exagero, pois, se meus olhos se abrissem, e eu visse a grandeza do que me salva e me poupa todos os dias, seria assim que minha alma me impeliria a andar sobre o chão da terra: de joelhos...
Todavia, como eu sei que nada sei, e como sei que mesmo sem saber de nada sou salvo de tudo o que ignoro, então, sabendo factualmente ou não de qualquer coisa em meu favor, por meramente saber de minha própria ignorância..., ando de joelhos sobre o chão da consciência da minha ignorância e sobre o chão da Graça de Deus que é maior do que eu consiga discernir.
Por isto quem reclama e murmura peca de modo abominável!...
Sim, pois não vê tudo o de que já foi livre e está sendo livre; e, muitas vezes, ignora coisas das quais se está sendo livre até mesmo por meio daquilo que na hora se veja como algo não grato e não agradável.
É por causa de tantos livramentos invisíveis e de tantos livramentos visíveis... que todo aquele que se torna ingrato e murmurador pratica algo mais abominável do que feitiçaria e bruxaria.
Portanto, pare de reclamar... Pare de se auto-vitimar... Pare de murmurar... Pare de apenas achar que a bondade de Deus é o que nos seja visível e gostoso...
Sim, pois toda ingratidão murmuradora se torna como uma grande magia negra para a alma daquele que a pratica.
Sem gratidão pelo que se vê e pelo que se não vê... não existe a menor chance de que alguém prove a alegria do amor de Deus em todas as coisas.
Ora, tudo o que digo aqui é verdade absoluta!
Sim, não está aberto a discussões...
A menos que alguém deseje jogar-se contra a Rocha dos Séculos a fim de ficar todo esbagaçado pela realidade da existência.
É assim que é, e ninguém o fará ser diferente!

Nele, de Quem me vem tal certeza,

Caio
3 de julho de 2009
Manaus
AM

Continue lendo...

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

A OVELHA VESTIDA DE LOBO!... LEIA E REPASSE!

----- Original Message -----

From: A OVELHA VESTIDA DE LOBO!...

To: contato@caiofabio.com

Sent: Monday, June 29, 2009 8:05 PM

Subject: o mais sofisticado e charmoso falso profeta da historia?

A ovelha vestida de lobo

Tudo nele cheira a falso profeta. O seu chame faz lembrar os antigos líderes de seitas norte americanas que arrastavam em massa, para a vida e para a morte, os seus seguidores extasiados. A sua postura em relação às instituições estabelecida não difere em nada dos autodenominados profetas que diziam que as denominações do cristianismo estavam corrompidas.

Alguns daqueles que a ele se ajuntam dizem estar cansados da hipocrisia e do legalismo dos evangélicos. Entretanto a missão e a proposta de reviver a pureza da igreja primitiva sempre foi "prerrogativa" das seitas emergentes. Ele não tem a nobreza de Moises, que recusou que a partir dele fosse criado um novo povo de Deus, mas ele está hoje para os crentes assim como Lutero estava para os católicos no passado.

Nele mesmo e em quem o ouve existe a impressão tangível de uma iluminação sem precedentes na historia do protestantismo. A elegância fascinante do seu articular e arrazoamento, e o frescor do novo libertador que brota de suas palavras, nos levam a ponderar se estamos em presença do mais esclarecido emissário de Deus, ou diante do mais sofisticado e charmoso falso profeta da historia.

Para completar o quadro na sua cosmovisão, existe a percepção e sensação escatológica de fim dos tempos e uma sutil síndrome de perseguição aos cristãos nominais. Quem com ele caminha sente um pouco da tensão apocalíptica que permeava os grupos de homens que na loucura de sua heresia chegaram até a determinar os tempos e datas da volta de Jesus.

Apesar de nenhum homem fazer historia, pois é a historia que faz o homem, ele é um enviado dos céus, para o bem ou para o mal, para o juízo ou para libertação. Todo grande homem revolucionário surge pelo anseio e necessidade do povo, num momento de contingência e crise que serve para evolução de uma sociedade ou civilização; mesmo que humanamente a mensagem que esse homem traga seja apenas mais um produto, como novidade a ser consumida.

A igreja evangélica vacilou demais, criou pela sua intransigência uma critica poderosa contra si mesma. E cá estamos com este homem que apesar da sua contradição de não querer instituir se torna uma nova subdivisão no cristianismo. Apesar de a aparência dele sugestionar a idéia de ser um falso profeta ele é paradoxalmente uma ovelha disfarçada na capa de um lobo sedutor.

Como tudo que Deus usa para comunicar a sua Palavra é apenas um veiculo de transmissão, com todas as propriedades inerentes de insuficiência, contradição e equívocos humanos, quer sejam instituições, homens, escrituras ou sermões, sem duvida nenhuma ele, com toda a sua insígnia de apóstata, é uma Cidade de Refugio para os marginalizados pela exclusão sócio-espiritual que a igreja faz de gente boa, mas que nela não se encaixa. E, sobretudo, ele é uma voz profética aos evangélicos moralista desta nação de show gospel e pregação motivacional, enquanto gera o povo mais sem noção desta terra.

Nele, que não nos deixou sem o Caio,

Com carinho sincero ao Caio Fabio e aos Evangélicos

Esdras Gregório

(autor do livro "a arte dos sofistas na pregação pentecostal" editora Jeová Nissi, RJ 2008)

__________________________________________________

Resposta:

Querido Esdras: Graça e Paz!

Conquanto a carta seja sobre mim e não a mim, tomei a liberdade de respondê-la a você, visto que senti o seu carinho.

Que eu não tenho a dignidade de Moisés e de nenhum deles, é fato mais que real, mas não é porque Moisés não tenha querido fazer nascer um povo, e eu supostamente sim, pois, de fato, não crio nenhum povo, e nem tampouco o organizo para nada, visto que o povo hoje é espalhado e supra-étnico, e quem o reúne não é um homem, e nem tampouco a "igreja"; pois o único poder que pode de fato reunir os filhos de Deus que andam dispersos é a Cruz de Jesus.

Assim, apenas tento me manter fixo na Cruz, com alegria; pois é da Cruz que grito aos que queiram ouvir, embora apenas diga: "Venham! Aqui é o Refúgio!"

Também peço a Deus que me livre de criar subdivisão de qualquer coisa. Especialmente do Cristianismo.

Não estou aqui para dividir, mas para reunir os que amam o Evangelho, clamando a todos que se ajuntem sob e à volta da Cruz.

O que me impressiona é o fato de que o fenômeno que apareceu 300 anos depois de Jesus, o Cristianismo, tenha se tornado na referencia das referencias; posto que eu, ignorando o Cristianismo, busco a simplicidade da fé conforme "os do Caminho" no livro de Atos e conforme o modo existencialmente "hebreu" da proposta de Jesus, mas, mesmo assim, para alguns, a minha viagem regressiva deveria no máximo ir até 300 anos antes de chegar ao seu berço histórico verdadeiro, Jesus. Assim, para alguns, até a minha vontade de voltar e deitar na manjedoura da Graça deve parar antes na viagem de volta, visto que Constantino se tornou a referencia... Sim, parece que se tem a permissão para ir até o Cristianismo de Constantino... Mas não se deve passar daí até a vereda simples do Evangelho sem poder humano...

Voltando ao que eu supostamente estaria criando...

Ora, é possível fazer subdivisão do Cristianismo, mas não é possível fazer subdivisão do verdadeiro povo de Deus.

Sim, o povo de Deus é indivisível, e ele não se restringe ao Cristianismo, embora exista também dentro do ambiente do Cristianismo. Entretanto, ainda assim não se está falando do ideal a ser buscado, o qual nada tem a ver com o Cristianismo. O lugar do povo de Deus é na Igreja e não no Cristianismo. Pode haver cristãos no Cristianismo, mas não deve haver uma gota de Cristianismo no verdadeiro cristão, visto que o cristão deve ser como Cristo, mas jamais como o Cristianismo, posto que o Cristianismo seja um filho de proveta do Imperador Constantino.

É por isto que eu jamais buscaria fazer e me tornar uma subdivisão do Cristianismo.

Portanto, minha viagem no tempo não pára no Cristianismo!...

Afinal, quero deitar no berço do amor, não na cama do Imperador!

Meu mundo apenas "roda" entre a manjedoura e a elevação do Rei ao Trono eterno após a Ressurreição.

Constantino, no entanto, é um constantino... É uma constância insistente..., um zumbi que não morre nunca...

Desse modo, mesmo querendo viajar para o lugar primitivo da simplicidade do Evangelho, tentam parar-me pela interpretação que julga que ... a)...estou criando um povo; b)...estou criando uma subdivisão do Cristianismo; o que é pior do que botar remendo de pano novo em vestes velhas, ou ainda vinho novo em odres velhos.

Na realidade não tenho a intenção de criar nada, pois, de fato, creio que tudo o que se busca criar em nome de Deus já nasce fracassado...

Quem cria é Deus. E cria pela Palavra do Seu poder.

Eu apenas prego. Mas não olho para frente e vejo um povo, um movimento, um grande poder humano, uma grande influencia na Terra...

Não! Não vejo nada além dos que vejo agora, bem diante de mim... Vejo hoje. Vejo agora. Hoje me basta.

Para o futuro, tudo o que vejo no mundo é a morte da fé e a luta indômita de todos os que desejarem se manter em Jesus e no amor de Deus.

No entanto, meu mano, não dá para dizer que sofro de Síndrome de Perseguição aos Cristãos nominais... Primeiro porque eu não "sofro"... De fato, sofro mesmo, mas não é de síndrome persecutória... E por que sofro? Ora, sofro porque amo. Amo a toda gente deste mundo. Por isto, pergunto: Como não amaria o povo humano em meio ao qual nasci e que é todo ele cristão?

Não é fácil amar tanta gente e viver em freqüente antagonismo contra muitas práticas dessas mesmas pessoas exatamente por amá-las.

O que eu ganho buscando tal enfrentamento?

Sim, se não creio que acontecerá nada além do que está acontecendo com pessoas hoje, mas sem grandes viradas históricas massivas!?...

Tudo o que não sou é paranóico. Se fosse teria ficado mesmo... Rsrsrs. Mas é porque não sou paranóico que não valorizo as agressões que recebo, as quais agora estão virando até "paranóia minha"... Sim, justamente apenas porque os que antes faziam ostensivamente a perseguição agora temem fazê-la, pois, antes, me julgavam morto e sozinho, e hoje me pensam vivo e muito bem acompanhado...

Então, agora, a coisa está assim:... virando "sutil paranóia" minha...

Acho tudo muito engraçado!...

Alguém pode negar que antes os evangélicos me "amavam"?...

Alguém pode negar que meu único agravo aos evangélicos tenha sido apenas o que decidi acerca de minha própria existência, não importando se estava certo ou errado?

Alguém pode negar que fui considerado morto e que como tal fui tratado, sem que ninguém perguntasse se eu ainda vivia?

Alguém pode negar o fato de que em tais circunstancias minha melhor ajuda aos evangélicos seja ser exatamente o que para eles eu me tornei?

A história é a seguinte:

Você está morrendo... Mas eles batem em você até a morte. Então, como você não morre e nem fica "caído" no chão..., mas levanta e parte para cima dos agressores... indagando acerca de tal loucura... , sendo eles frouxos, correm...; e, por isto, você se torne o agressivo aos olhos dos mesmos que viram você caído na estrada, ferido de morte, e nada fizeram...

Desse modo, em tal meio, você se torna culpado até de ter sobrevivido muito bem em Deus!

Sim, se você passa adiante... e segue seu caminho, mas não deseja mais a companhia deles... mais adiante escrevem a você e dizem que você sofre de uma "sutil síndrome de perseguição"... ou que você está amargurado... Amargurado eu estive, mas não hoje... Mas quando eu estava amargurado eles nem notavam, pois estavam ocupados demais tentando me matar de vez...

Ora, hoje, quando me acusam de qualquer coisa, sinto muita misericórdia do engano auto-imposto..., em razão do qual algumas pessoas têm a coragem de me acusar sei lá do quê.

Eu não persigo os evangélicos...

Afinal, que poder teria eu para efetivamente fazer isto mesmo que desejasse?... [e nunca foi e nem será o caso!]

Não! Não é nada disso!...

Afinal, apenas sigo pregando o Evangelho...

Todavia, pergunto: será que a tal perseguição minha aos evangélicos não seria apenas a entregação dos próprios evangélicos acerca do fato que o Evangelho se lhes tornou antagônico?

Quanto à ovelha vestida de lobo, creio que seja apenas o vício religioso de ver lobo nas aparências e de ver ovelhas nas aparências...

Eu não vejo nada assim...

Vejo como Jesus mandou que víssemos..., não importando a cara, o cabelo, a imagem, o lugar, o modo, o jeito, as palavras, os sinais de milagres, profecias, curas, prodígios ou a ausência deles!

"João Batista nunca fez nenhum sinal, mas tudo quanto disse acerca de Jesus era verdade!"

Portanto, vejo apenas o conteúdo, o fruto.

Jesus disse que era apenas pelo fruto da vida, do amor, da paz, da graça, da misericórdia, da sinceridade com Deus e com a Palavra, que se poderia ver, discernir e provar o fruto da existência de um homem.

A usar o critério das aparências como chamaríamos Elias e João Batista? De lobos vestidos de peles de cabras? Ou de ovelhas vestidas de cabras?

Mano, eu sei que você escreveu com todo amor deste mundo, mas precisava dizer a você que sou muito menos do que você imagina, e que minhas intenções nem existem como intenções, pois, minha confiança no Senhor é tanta que não planejo nada... Não uso nenhum sentido de posicionamento estratégico, não tenho nenhuma agenda oculta ou sonho grandioso.

Quanto ao sentido escatológico do tencionemento que você detecta em minha existência, peço ao Senhor que jamais o deixe morrer em mim, pois, no dia em que acontecer tudo morrerá em meu ser.

Andar com Jesus é um caminho de expectação escatológico/existencial todos os dias...

Quem não carrega esse surto de expectativa e de significação em sua existência histórica, existirá sem saber o que seja de fato andar com Jesus estando no mundo sem ser do mundo.

Agora pense:

Se você olha para essa porcariazinha aqui que sou eu, e vê essas coisas grandiosas que você viu, ou mesmo as "contraditórias" que você mencionou — como cara de lobo em natureza real de ovelha —, o que você acha que Jesus suscitou nos dias Dele?

"Este menino será objeto de contradição, a fim de que se manifestem os pensamentos ocultos de muitos corações" — decretou Simeão.

Se eu me tornar apenas um chaveirinho dessa contradição já me sentirei galardoado pelo simples fato de assim poder viver e significar as coisas aos sentidos do mundo.

O fato é que sinto que os cristãos ficaram tão pedrados pelo culto moral à imagem e pela estética da "santificação religiosa" [bem à moda dos fariseus], que, hoje, eu poderia dizer tudo o que digo, sem perseguições, se apenas algumas coisas fossem feitas por mim..., a saber:

1ª – me tornar membro de um conselho de pastores;

2ª aceitar pregar em eventos de "líderes", dizendo sempre: "Nós", "nosso povo", "nosso lado", "nosso crescimento", "nossos interesses"...;

3ª cortar o cabelo, a barba, vestir gravata, falar de modo a carregar o sotaque do gueto, e, sobretudo, exaltar o fato de que "se está crescendo é porque está bem"...

Pronto! Basta fazer isto e tudo volta a ser como dantes no Quartel de Abrantes...

Entretanto..., digo que enquanto os evangélicos ficam buscando sinais de lobos em roupas, cabelos, barbas, ou formas pessoais de personalidade não clonada pela "igreja" — os verdadeiros lobos botam paletó e gravata, arrumam o cabelo com gel, botam um anel de bispo no dedo, evocam um título qualquer, contratam "seguranças", levantam dinheiro, organizam eventos, representam a "igreja" junto às autoridades, e falam em nome de Deus sob os améns do povo abençoadamente cego...

Quanto a mim, creia: sou apenas uma ovelha com cara de homem!

Receba meu amor e meu carinho; e mais: meu desejo de poder conhecer você em breve.

Achei o título do seu livro muito sugestivo e gostaria de lê-lo. Como posso encontrá-lo?

Nele, em Quem somos apenas quem Ele nos designou para ser, isso se nosso coração não tiver medo de ser,

Caio

1 de julho de 2009

Manaus

AM

Continue lendo...

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

O QUE NE ENCANTA EM NOSSOS ENCONTROS - CARLOS BREGANTIM



O QUE ME ENCANTA EM NOSSOS ENCONTROS
Encerramos o encontro ao redor da mesa do Cordeiro. Entre o repartir do pão, do vinho e vida. Confirmações memoriais através de batismos, abraços, beijos, lágrimas, sorrisos, olhares, gestos gentis, promessas e uma sensação gostosa de presença de Deus na presença de gente boa dEle.

Encerramos sem saber onde e quando acontecerá o próximo, mas, com a absoluta certeza de que acontecerá. Em algum tempo e lugar do Brasil.

Isto me encanta. Não nos ocuparmos com um planejamento rígido. Deixar acontecer. Deixar brotar e crescer em alguns corações o desejo de hospedar e ai, planejar, organizar o próximo encontro. Não estamos presos a uma agenda fixa. Que maravilha.

Encanta-me contemplar o caminhar dos participantes durante todo o encontro em absoluta liberdade.

Não há palavras de ordem. Tudo acontece naturalmente, claro, com minimos de organicidade, mas, nada rígido.

Encanta-me a naturalidade da mutualidade. Nunca houve em nenhum dos encontros e neste não foi diferente, qualquer necessidade de encorajar a comunhão. A mistura dos grupos. A aproximação dos mais tímidos. Isto é lindo.

Encanta-me o modo como todos se dispõe à ouvir quase duas horas de sermão por noite, do mesmo modo como se dispõem às festas, passeios, brincadeiras e tudo que foi acontecendo durante o encontro.

Encanta-me em meio a um encontro o repartir de recursos na entrega de uma oferta a mais, digo, alem de cada um ter bancado sua própria ida e permanência no local do encontro. É isto e é assim que deve ser.

Encanta-me a diversidade de lideranças a medida que se houve os mentores das iniciativas e estações que estão surgindo pelo Brasil todo. Quanta competência. Quanto ecletismo. Quantos dons e talentos disponibilizados.

Encanta-me a impressão gostosa de que todos estamos aprendendo. Todos estamos em processos. Todos estamos nos adequando ao novo. Todos alimentamos expectativas, mas, ao mesmo tempo, celebramos o que esta acontecendo.

Encanta-me a coragem dos que estão em lugares onde enfrentam uma espécie de perseguição, mas, não arredam o pé. Crêem de fato que o Evangelho é a boa noticia de Deus ao homem e por crerem assim, ficam só com o Evangelho, mesmo, perdendo o status e os benefícios da instituição religiosa.

Encanta-me a generosidade e a disponibilidade de uns para com os outros, traduzidos em gentilezas, solidariedade, boas palavras, toques gentis.

Encamta-me confirmar que todos fizeram o encontro e aqueles aplausos do encerramento foram recebidos e podiam ser recebidos por todos.

Da minha parte, digo, obrigado por serem instrumentos de cura e encorajamento na minha vida. Obrigado por deixarem Deus lhes usar nas vidas uns dos outros. Obrigado por fazerem do Caminho da Graça, este lugar de re-encantamentos.

Que das sementes plantadas no encontro, brotem árvores e flores de modo que o perfume de Cristo exale por toda terra.

Gratidão, boas memorias, saudades & expectativas para o que virá.

Bjs.

Carlos Bregantim
Caminho da Graça - Estação São Paulo

Continue lendo...

Encontro das Estações - Comunhão e Alegria

Gente,

Abaixo algumas respostas sobre a experiência de cada um no encontro das estações no Rio de Janeiro. Obviamente que qualquer comentário meu será apenas como quem vê por trás do véu.Como quem ouve da boca de alguém o que outros viveram.

Sobre o Délio vestido de Zorro. Sem comentários, essa foto tem que virar pôster na academia do Luis (como exemplo do que não se deve fazer. kkkkkkkkkk)

Mas é interessante notar como somos diferentes e únicos. Todos temos expectativas, percepções e ob-serva-ções diferentes dependendo do que experimentamos e como experimentamos. O Marcelo Quintela disse no encontro:
“O caminho da Graça, não é um caminho de reforma, mas um caminho de consciência"
Sim! de fato, é fato que não se pode esperar das estações que sejam um modelo de algo ou de alguém. Apenas o"caminho da graça" enquanto movimento humano-comunitário , pretende ser um oasis para apontar a água para quem tem sede deixando isso como registro para futuras gerações a fim de que não deixem de beber água e não passem mais a adorar o poço. Mas o "caminho da graça" não pode ser a água e nem pretende ser (se você tentar matar sua sede fazendo da estação a água da vida morrerá de sede). Essa água não é buscada nos poços (estações)ela deve brotar de dentro daquele que tem sua consciência impactada pela graça na vida."O caminho é na vida."

Ora, pra que serve as estações então? Uma estação é um ponto de encontro de gente transbordando de água na mesma intensidade de que se esta sedento dela. È local para lavar os pés uns dos outros. È local para se im-portar ao outro. É local para lembrar ao outro que a caminhada é dura mas que não estamos só. È para nos disciplinarmos um ao outro. Cata os "bichos" uns dos outros.Concordo com a lua Karla quando disse :
"algo me diz que ainda funciona alguma coisinha "capengando" na comunhão dos irmãos."
Como disse anteriormente, o "caminho da graça" é na vida, portanto tem muita gente (muita gente mesmo!) jorrando água por aí, mas eu pessoalmente secaria sem momentos de comunhão com outros irmãos. Pra mim, há disciplinas espirituais( e entre elas a comunhão) que são vitais para o crescimento, por isso concordo com a Lua.Não fazemos contabilidade,Não contamos ninguém mas contamos com todo mundo.

Espero Domingo que vem estarmos juntos e ouvir mais sobre a experiência de cada um neste fim de semana.

Um abraço
Carlos Clay
Caminho em Vitória-ES


*********************



Estou com muita saudade do que aconteceu por lá (dos irmãos, das palavras ministradas, das festas, do local... puxa que local!! ah e claro, do meu MARIDO tb! rsrsrsr, e a saudade parece ainda mais latente porque não paro de ouvir Stênio Marcius, que me remete tudo que ouvi, vi e senti.Sinceramente, aproveitei bem pouco do que Caio disse (primeiro porque ele é filósofo pra cacete! rs e segundo que aquele friozinho e a vida boa que tínhamos dava um sono terrível ao anoitecer) Mas sábado eu e My love dormimos a tarde toda- pra ouvi-lo com toda atenção e ficar até as 3:30 na festa! kkkkkkkk).Diria tb como o Naor, que senti falta de algo. Pois estou a mil por hora com as coisas que o Senhor tem nos revelado acerca da Graça. O que fazer com isso tudo?? Queria respostas “pragmáticas" pra isso. Mas estou certa de que o Espírito direcionou o Caio as palavras que deveriam ser ditas.E Marcelo no sábado pela manhã disse algo (que derrepente posso até já ter ouvido, mas a forma como disse bateu forte) “O caminho da Graça, não é um caminho de reforma, mas um caminho de consciência" E aí Danilo me deu mais explicações da palavra de Marcelo para uma frustração que tenho, então Dani disse... "que quando as pessoas adquirem o entendimento da coisa", elas continuam caminhando libertas sob a Graça e felizes...com, ou sem a gente(estação Vitória), concordo, eu disse!! Mas ainda assim, algo me diz que ainda funciona alguma coisinha "capengando" na comunhão dos irmãos.Espero que realmente eles estejam caminhando felizes com Deus e com o próximo, espero que não estejam desmotivados, e sem saber o que fazerem com tudo que tem...Voltei fazia do meu egoísmo, da minha presunção... e de mais coisas que a própria Lua desconhece, mas Deus sabe.Bjo a todos!


Lua Karla.


***************************




"Não contavam com minha astúcia!!!"Não me levem a mal, mas o que eu mais gostei do Encontro foram às festas! huahauhau...Ah, agora eu posso dizer para os meus amigos que, além de ouvir o Caio pregar pessoalmente (na pregação em que eu não dormi... rs), também tirei uma foto com ele, e tenho um livro autografado! Sou fã mesmo, não escondo! hehehe...Puxa, muito legal também estar mais tempo junto com o pessoal da Estação "Espírito Santo" (rs), Délio, Tércio, Umbelino, Nara, e Marilda, foram as pessoas que pude conhecer um pouquinho melhor (foi pouquinho mesmo, mas já é melhor do que nada! rsrs).Ah, valeu também a oportunidade de conhecer o Filipe e a Adriana, de Rezende (ou Mesquita? Sei lá... rs), que eu só conhecia pelo Orkut. Pessoas maravilhosas.Muito bacana conhecer "gente boa de Deus" de todo o Brasil.É isso aí.Abração!Graça e Amor!

DANILO LÚCIO


***************************




O fato relevante do encontro foi o Sargento Garcia disfarçado de Zorro. Essa foto vale ouro. Por um valor simbólico de 1.000 reais, em nome da preservação do acervo histórico/hilário da estação, eu posso disponibilizar.


Para mim o encontro foi um misto de alguns sentimentos. Primeiro, depois de muitos anos voltei a participar de um encontro com irmãos. Fazia realmente muiiiiiiiiito tempo.
O local é maravilhoso, e só não pôde ser melhor aproveitado em razão da chuva e do frio. A piscina ficará para a próxima vez. Mesmo assim deu para curtir um pouco da bela natureza e estrutura.

A organização estava muito boa. Considerando as limitações de hospedagem e o valor pago, fomos muito bem atendidos, ainda que aqui e ali, alguns reclamaram de algumas coisas. Mas isso também é normal.

Quanto à comunhão com outros caminhantes, por culpa minha, acabei me relacionando pouco, pois minha prioridade era dar atenção aos meus filhos (com que não viajava fazia tempo), e a minha querida Gisela, que pela primeira vez participou de qualquer coisa do gênero. Foi bom, pois pudemos nos curtir como família, passeamos pelo Rio mostrando alguns pontos da cidade maravilhosa, e demos boas risadas.

Ficou uma pontinha de frustração, pois gostaria de ter gasto mais tempo com alguns irmãos, conversando, trocando experiências e sentindo um pouco mais a intensidade que vai em cada um no que diz respeito ao Caminho. Pouco conversei com o Brega, Marcelo e mesmo o Caio, apesar deles sempre estarem me procurando para buscar orientação... hahaha

Bom, confesso também que quanto ao conteúdo, esperava mais. Mas sei que isto é pessoal. Talvez alguns tenham saído de lá transbordando, mas eu fiquei com gosto de quero mais. Para mim ainda houve muita ênfase na denúncia a religiosidade, ao farisaísmo, a liberdade da Graça sem libertinagem, temas que precisam ser superados para continuarmos crescendo a semelhança do Mestre. Mas eu sei que estes temas não podem ser abandonados definitivamente, afinal, me conheço.

Parece que o próximo será em Porto Seguro, tomara possamos todos ir novamente, e levar o Carlos, pois não podemos perder a esperança com este irmão... kkkkkk

Naor Alves


*********************




Olá Delio, realmente não conversamos muito, mais eu acho que ninguém conversou muito mesmo, quando não estávamos em alguma programação estávamos, tentando descansar para conseguir acompanhar a próxima, com exceção do Tércio, que tava o tempo todo em todos lugares rs, por falar nisso se tiver o contato dele me envie, por favor, mais tenho certeza que novas oportunidades para termos um momento maior de comunhão virão, um grande abraço irmão, vlw.

Iury Soares Azevedo


***********************




Foram dias maravilhosos em que pudemos aumentar nossa convivência. Para quem não sabe o Délio deixou de ser apenas o "nosso" ´Délio, trata-se agora do "DÉLIO PÉ DE VALSA" o fenômeno das pistas de dança ele e o nosso rei do pandeiro elevaram o moral dos capixabas junto ao resto do Brasil!!! Parabéns!!!!!

Umbelino Anderson De Oliveira

****************************


Para mim também foi muito bom, nos alegramos e nos divertimos bastante. Tivemos a oportunidade de nos relacionarmos mais de perto com alguns irmãos e isso foi muito bom. Foi bom conhecer a Marilda e ver a pessoa maravilhosa que ela é. O Tércio camarada super gente boa. A Nara uma ótima parceira de dança de salão, a Lua, Danilo, o Naor prefiro não comentar, sem falar nos demais com os quais demos boas risadas e que já fazem parte de nos há mais tempo. Fiquei devendo ao Iury, mas outras oportunidades virão.

Gostei do que ouvi e assim como o Naor vi muito a preocupação com a tal liberdade X libertinagem e o real impacto da Graça em nossas vidas (o que é bom). Mas também gostei da chamada de fé do Caio nos levando a refletir sobre João 17 e mostrando que não há nada fixo na história ao qual possamos nos apegar para dizer eu creio. Quem crê, crê somente pela fé.

Mais uma vez vi como a Graça de Deus é soberana quando, se não me falhe a memória o mentor de Salvador, mencionou o testemunho do cacique Joni, ex-Chiclete com Banana, que sofre de uma doença degenerativa dizer que não entende nada do que o Caio fala e nem das reuniões, mas que ali ele se sente amado por todos. Assim a linguagem do amor atravessa as maiores barreiras e encontra o coração do homem.

Vi também toda a dificuldade dos nossos irmãos nordestinos em levar a mensagem do Caminho em suas regiões e como têm sidos abençoados por levarem a preciosa semente. Como o irmão que ficou dois anos apenas ele e o blog e mais ninguém até que um e outro foi se achegando e hoje já são um grupo que caminha junto. Vi solidariedade sendo espalhada em amor com os menos necessitados sem espera de nada em troca. Me alegrei com o irmão que falou da restauração em seu casamento e da alegria de estar ali com a esposa e filhos. A forma como Deus tem aberto portas de graça (literalmente) para a pregação da mensagem. Ou seja, de como o Caminho em sido Graça abundante na vida de muitos, mas não sem lutas.

Não deu para guardar o nome de todo mundo, mas estivemos todos muito bem a vontade em nossos momentos de descontração. As festas estavam show de bola, muito animadas.

O Espaço Lonier é um local muito agradável e a equipe que nos atendeu eram todos muitos prestativos. Estou pensando no mergulho que não dei na piscina até agora. Mas mergulhamos em muita alegria e comunhão nestes dias.

Que venha o próximo.


Delio Visterine.

******************************



Bem, pra mim esse encontro teve um significado todo especial... Como em todos os encontros, tivemos oportunidades maravilhosas de momentos de convivência, de aproximação e conhecimento do outro. Foi mais que especial rever velhos amigos, conhecer "de pertinho" e conviver mais tempo com os irmãos de Vitória - a Lua, o Danilo, o Délio, o Tércio, a Gisela, o Naor e os filhos, e também conhecer a Marilda, de Colatina. (Fiquei também devendo ao Yuri e Cia Ltda. de Guarapari uma atenção especial...)

Muito especial foi dividir quarto com a Lua, a Marilda e a Adriana (ela e o Filipe são de Resende, viu, Danilo!rsrs). Uma oportunidade de criar intimidade que ainda não tinha conseguido aqui, mesmo estando tão pertinho geograficamente. Nossos papos iam até quase as 3 da madrugada, de modo que pudemos conhecer um pouco das histórias de vida, as coisas em comum e o que cada um tem de único nessa incrível diversidade dos filhos do Pai. Maravilhosoooooooooooo! Afinal, o que seria desse encontro se a gente não ficasse conversando até as 3 da madruga no quarto, trocando maquiagem, bijuteria, badulaques, botas, penduricalhos, pasta de dente, grampo de cabelo e claro, aquela infalível questão feminina: "qual tá melhor, essa ou essa?" Rsrsrs. E em grupo partilhar a mesa, comer junto, dançar, tomar chuva na cabeça, corredor barulhento, martelada de chapolim, espadada de zorro, os louros de César, a capa de Batman e outros micos coletivos, rsrsrs.

Brincadeiras, à parte, o que só acontece nesses encontros é que, o que inicialmente parece essa "invasão de privacidade" torna-se uma experiência incrível de conhecer o outro, de se abrir, de se compartilhar, de se dar e receber. E esse presente-convivência proporciona um conhecimento, uma intimidade que nos aproxima, não só na caminhada com Jesus, mas principalmente no chão da vida. É gente estreitando laços com gente. Simples assim.

Só isso.
E isso tudo!
Mas esse encontro, como disse anteriormente, teve um significado todo especial pra mim. Foi um marco na minha caminhada, na simplicidade do caminho como ele deve ser. Quem esteve lá na hora da ceia pode compartilhar conosco o meu batismo junto com os irmãos. Nada premeditado, só uma voz aqui dentro chamando pra partilhar em público o que transboradava dentro de mim. Batismo não na presunção de ser "uma eleita", mas na simplicidade de ser amada, filha do Amor, que nada nos pede a não ser que sejamos nós mesmos Nele. Naquele que sabe que pouco mais podemos oferecer e que mesmo assim nos ama.

Agradeço a Deus pela oportunidade de estar com os irmãos, de sentir o presente da natureza daquelas montanhas verdes, da chuva gelada, do cheiro de mata em pleno Rio de Janeiro e do carinho dos irmãos de Mesquita que se esperaram para nos receber com todo carinho e atenção nos mínimos detalhes (quem já organizou algum encontro sabe como é).

Agradeço por ouvir e sentir a palavra do Caio, onde a aparente recorrência dos assuntos revela um mundo de significados que vão sendo digeridos e aplicados na vida, com o tempo. Onde a semente é lançada, as palavras reverberam, mas fichas vão caindo ao longo da nossa caminhada diária. A "boa culpa" que transforma e renova ao invés de imobilizar, por exemplo, valeu, por si só, todo o encontro. É como o Caio mesmo diz: " Oro não pelo que falei, mas pelo que você ouviu de tudo o que falei nessa mensagem." Pra mim particularmente é sempre oportunidade de reflexão e auto-avaliação que alimentam a caminhada e direcionam novos passos.

Fui pro encontro de alma aberta, sem nenhuma expectativa especial a não sem um encontro de gente de Deus, com gente e com Deus. E assim foi...

O mais é indescritível. Fica gravado, além da materialidade congelante das fotos, na mente, no coração e no convite pra fazermos mais e melhor de nós mesmos.
Só isso...
E isso tudo!

Um beijo grande, cheio de saudades!

Nara.

Continue lendo...